quinta-feira, 14 de julho de 2016

MARX TEM RAZÃO: DILMA NÃO COMETEU CRIME NENHUM


Pedalada não é crime, decide procurador do Ministério Público

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

14/07/2016 15h15

 

O procurador do Ministério Público Federal no Distrito Federal, Ivan Cláudio Marx (destaque deste blog), arquivou nesta sexta-feira (8) procedimento criminal que apurava as chamadas pedaladas fiscais do governo -atrasos nos pagamentos de valores devidos a bancos e fundos públicos. (...)
Leia mais na Folha de São Paulo. E acredite mais na verdade: impeachment é golpe.
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Querem mais?

A mesma Folha, em editorial de hoje, cobra coerência dos capas-pretas do supremo: eles, que infernizam Lula e sua família (e o Instituto Lula), eles - os juízes - não querem se ver inflados como bonecos de passeata e - pior - não querem revelar o quanto ganham, de vantagens, com palestras. Acima da lei os bacanas? Querem também o barbeiro do Hollande?


editorial

Sem transparência





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Do descrédito geral que engolfou o Executivo e o Legislativo, o Judiciário emergiu não apenas como instituição comparativamente ilesa de suspeitas, mas também como instrumento decisivo para a regeneração do quadro de dissolução de comportamentos instituído na democracia brasileira.
Sua cúpula, entretanto, parece ter-se dedicado nos últimos dias a desencorajar expectativas tão ambiciosas. Quando trata de defender os seus, o que o Poder dá mostras, para ficar na superfície visível, é de pequenez. (...)

A ironia, uma das muitas do caso, é que figuras como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (destaque em negrito neste blog) (PT), e seu célebre instituto, veem-se sob suspeita exatamente por terem recebido recursos de construtoras a título de palestras proferidas.

Risco à segurança, argumenta o CNJ. Risco de desmoralização? Não, nunca. Este vem dos "pixulekos". Quanto aos pixulés, na gíria para gorjeta, que fiquem em sigilo.



 

terça-feira, 5 de julho de 2016

JARBAS MORREU IGUAL UM PASSARINHO

Não, meus senhores; não farei piada com o tipo de morte que se encontrou com Jarbas. Aqui não é lugar para piadas e paródias de mau gosto.

Well, mas posso, sim, especular sobre a espécie de Passarinho a que ele pertencia. Tinha algo do papagaio, pois viveu muito e gostava de prosear na tribuna e admirava uniformes verde-oliva. Podia camuflar-se, à la mode do urutau, pois embora fosse um baita conservador - na turma dos reaças - lograva esconder-se sob as penas do liberal, do intelectual. Mas conviveu com falcões e abutres, desde seu início de carreira militar até seu cargo de Ministro (da Justiça!) no pífio governo de Collor.

Não, Jarbas Passarinho não interessa a esta coluna. O assunto aqui é filosofia. Subtema: de como a filosofia brasileira não prospera (um dos motivos). Para ser breve, jogarei tópicos. Também por falta de conjunções e ressalvas.

1. O filósofo Antônio Paim, que apoiou a ditadura militar, escreveu prefácio pra livro de Jarbas, sobre presidencialismo,

2. O filósofo Tiago Adão Lara escreveu e publicou tese sobre o tradicionalismo católico em jornais de Pernambuco, século XIX,

2.1 O orientador de Lara foi Paim;

2.2 Lara, ex-padre, foi um aguerrido militante dos direitos humanos em Uberlândia (militares e policiais não costumam apoiar essa causa);

3. O filósofo do cerrado escreveu duas ou três resenhas sobre livros de Paim (e criticou linha conservadora dele e de outro jovem conservador ligado a ele, José Maurício);

3.1 o mesmo blogueiro que agora digita coordenava um certo Núcleo de Cultura Latino-Americana, na UFU, quando Paim veio para conferência (pouco depois dos prolegômenos, Tiago também se afastaria dessa configuração "latino-americana" - não era bem aquilo);

4. Paim criou e dirigiu um Centro de Documentação do Pensamento Brasileiro, que publicou enciclopédia com filósofos, sociólogos deste país;

4.1 Paulo Freire não consta dessa lista (nem Jacob Gorender ou qualquer socialista);

4.2 Lindolfo Collor, pai ou avô de Fernandinho, sim, está na enciclopédia (escreveu o quê?)

4.3 O livro foi publicado pelo Senado Federal, quando ACM o presidia.

(...)

N. O filósofo do cerrado não tem inveja nem ciúmes; jamais espera entrar para a enciclopédia desse CDPB, pois mal conseguiu entrar no prédio da sede, pra ver a biblioteca. Fica em Salvador, lá embaixo, ao lado do elevador que leva ao Pelô. De bermudas eu não poderia entrar no sagrado depósito de livros. Ainda bem 1: o porteiro dispunha de um pijama horrível, com elástico, dentro do qual me meti e fui sapear o acervo (circa 2008); ainda bem 2: mulheres - sobretudo baianas - podiam, sim, entrar de bermuda, de shortinho minúsculo... Quem seria contra? O blogueiro aqui é que não, mermão. E eu lá sou?...

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Sorry. Não vou ilustrar este post. Sem graça como essa história toda.






segunda-feira, 4 de julho de 2016

O TERRÍVEL ENCONTRO DA FILOSOFIA COM A POESIA




 Filosofia e poesia. Namoro ou amizade entre as duas nobres produções de nossa cultura ori e ocidental? Quanta gente nesses campos já deu seu pitaco? Várias.

Por exemplo, três bentos: meu xará Bento Prado,
 que também arriscou uns versos, com gravata borboleta e muito scotch + meu xará B. Nunes (mas será o Benedito?)
e o autor deste blog que manteve linha de pesquisa alternativa, sobre gêneros literários da - e na - filosofia. E até o Habermas, sem jogo de cintura, ensaiou umas linhas sobre essa ingerência: poesia e sofia.

Mas nada resiste à violência crua de nosso dia a dia: cinco mortos no encontro das ruas Platão e Álvares de Azevedo. Shotdown. Decepção geral: filosofia não explica e poesia não consola as pessoas que sofreram essas perdas. Vidas perdidas. (Pior: a metafilosofia e a metapoesia se calam, se afogam na grande lagoa acadêmica. O jeito é atravessar o palco sem dizer nada, como recomendou Aristóteles, que também é homenageado em rua ali perto, no mesmo bairro.)


17 de agosto de 2015 08:36

Chacina deixa cinco mortos no bairro Lagoinha; não há suspeitos

por Diogo Machado

 

Cinco pessoas foram assassinadas na madrugada desta segunda-feira (17), no bairro Lagoinha, zona sul de Uberlândia. A Polícia Civil (PC) ainda apura as circunstâncias da chacina. Três vitimas foram identificadas, as outras tiveram os corpos encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) ainda sem identificação. Uma mulher, de aproximadamente 20 anos e que é, segundo a PM, conhecida pelo apelido de Tieta, está entre as vítimas dos assassinatos. O crime aconteceu cerca de seis horas depois do assassinato do agente penitenciário Edson Ferreira.

A Polícia Militar (PM) informou que as vítimas estavam em frente a uma casa no cruzamento das ruas Platão

e Álvares de Azevedo,
 

 por volta da 1h35. Até o momento não há informações detalhadas sobre o crime. No local foram encontrados diversos cartuchos de calibre 9mm, arma que pode ter sido usada no crime. O material foi apreendido pela perícia da Polícia Civil (PC). (...)
 

"Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que amanhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!"

(É, meu caro poeta Aze[ve]do...Eles
morreram ontem, outro dia, no ponto
em que se cruzam tua arte e
a clássica filosofia.)


 

 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Sobre ideologia: reler Althusser, quarenta anos depois


Ideologia não é o cisco em meu olho, mas...
(sorry, Louis - que não curtiria metáforas bíblicas)
 
 
Em 1983, ouvi um argumento animador: quando a verdadeira revolução anticapitalista triunfar, vamos nos livrar não só da exploração do trabalho, mas do trabalho, curto e grosso. E, what is more, vamos também ser dispensados de ler Marx, pois “lire le capital” dá muito trabalho; é cansativo (e vamos preferir pescar de dia e ir à ópera de noite).

Durante campanha à prefeitura, há uns doze anos, vi em Uberlândia uma boa ilustração de outro ponto de nossa doutrina (no parágrafo anterior, trata-se de utopia das boas): é sempre a direita que aparece volta e meia para negar a ideologia – os seis candidatos se distribuíram três de cada lado, em debate sobre segurança pública: esquerda - direita.

Aqui cabe um traço, para separar premissas e conclusão, pouco antes do “logo” ou do “ergo”.

Nestes meados de 2016 – um inferno nas Américas, entre impostores aqui e postulantes fascistas lá – dá uma preguiça ter que voltar pela pinguela ensebada das baboseiras dos golpistas. Eles, os inimigos no poder, aprontam os recuos sociais e econômicos. E nós, cidadãos e intelectuais de brio, temos que voltar... a ler nossos clássicos, nossos mestres à penser.

Semana passada, o interino Michel disse que ideologia é coisa do PT, ou seja, resquício equivocado, superado. Na mesma semana, o PTB, com T de trabalho, veio à TV negar o caráter classista das relações trabalhistas. Sem nem apelar para a múmia ambígua de Getúlio Vargas, pregam que não há luta de classes. Nem furacão, nem vulcão. Eles, os golpistas, enrolam o rabo e sentam em cima. Nem admitem que o liberalismo e o pragmatismo sejam ideologia.

Não vou perder nosso tempo com leguleios. Não leio, mas li que Daniel Bell errou: o fim das ideologias não emplacou. E o fim da história, by Fukuyama, durou pouco.

Depois do fim, dá preguiça ter que voltar a ler, por exemplo, Louis Althussser. Mas reli o famoso e útil livrinho azul, com títulos vermelhos: Ideologia e aparelhos ideológicos de Estado, que são um programa de curso em notas escritas entre janeiro e abril de 1969.

Destaco a passagem que cai como carapuça na cabeça indevidamente coroada desse Michel, ex-chefe de polícia:

“O que se passa de facto na ideologia parece portanto passar-se fora dela. É por isso que aqueles que estão na ideologia se julgam por definição fora dela: um dos efeitos da ideologia é a denegação prática do carácter ideológico da ideologia, pela ideologia: a ideologia nunca diz ‘sou ideológica’”. (3ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 1980, pág. 101)
 
Um post-scriptum envergonhado:

não é meu o exemplar de que disponho em casa para ler.
Noto, 34 anos depois daquele curso de especialização em educação
com Gadotti e cia., que o dono do livro é o Noé Ribeiro.
Está lá o nome do colega, com data: 82.
Vou ter que procurá-lo e devolver, em breve...
 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

DERRUBÁ-LO-EMOS!


 
 

 


“Vai cair, vai cair…”
 
Sugestão de consumo: este post de ser servido quente, ao som de

 
Todos os homens do presidente…
 
…estão caindo.
 

 Um a cada dez dias.
Esse Henrique Eduardo Alves do terno preto já vai tarde. Não apoiou Dilma nas eleições de 14, perdeu feio o governo de sua província e veio grilado feito cobra mal matada pra se vingar com pautas-bomba no DF. E, aliás, quem precisa de ministério para passear por aí? A muitos bastava suspender vistos para países vizinhos, tipo Guiana Francesa, essa colônia extemporânea.
Efeito do Machado: cabeças vão rolar
 
 
Ruídos: O mini stereo do Impostemer começou assim:
Nenhuma mulher
Nenhum homem negro
Nenhum trabalhador (até o Paulinho dá uma força notou o vexame)
Nenhum indígena, etc. etc.
Ou seja: só os Wasps (brancos, ricos e bien gorditos) e os capatazes mestiços e entreguistas.
Agora, aos poucos, a equipe do Interino vai ficando, por subtração, sem ninguém,
nobody , nieMANNd - nenhuma pessoa: só nulidades. O bravo ficou só, no cinema de caubóis. E agora, o golpista vai também se isolando. Ou, como disse Raulzito: "Quem não tem visão dá com a cara contra o muro".
 
Nesta long road of life, eu confesso que já estou cansado de tanta hipocrisia
 


Nem progresso, nem crise; mesócrise. Mais uma prova da regressão: o impostor adota o lema da bandeira, Ordem e Progresso... Que criativo! Que original! Que atraso nessa pinguela para 1889...
Aliás, a frase completa de Auguste Comte continha "amor", para completar o triângulo positivista à la mode maçon. Portanto, faz sentido essa campanha nos muros de São Paulo:

 
Ou seja, "mais" indica soma: ordem (qual delas?) + progresso (que inclui crise) + amor (fraterno, inclusive, pelos pobres que passam frio nas metrópoles e mucambos).

domingo, 5 de junho de 2016


Ponte para o futuro:
de onde teria vindo o slogan do interino golpista?
Fiscalizando o paraíso:
gangsters se escondem por trás desse papo construtivo
*****
 
A pergunta outro dia era: de onde esse interino Miguelito tirou o título de seu programa golpista? Uma possível resposta está no que se segue: veio de um esquema criminoso no Caribe, que envolve violência e políticos corruptos.

Fonte: o segundo filme da trilogia Worricker, de 2014. O episódio leva o nome de duas ilhas, Turks e Caicos, que são paraísos (inclusive fiscais) para os bacanas e gringos e, ao mesmo tempo, um inferno para os pobres nativos.

Cartaz do filme da BBC, que prestigia o jornal The Independent
Estamos curtindo Netflix – e esperamos que não degringole como ocorreu com as emissoras de rádio FM e com as TVs a cabo; não queremos pagar para ver comerciais. Um bom filme policial começa assim (e já podemos decidir nos primeiros três minutos se vamos continuar a vê-lo): um xerife ou um detetive está prestes a se aposentar e não quer se meter em encrencas na rua. Mas, é claro que vai sair de sua mesa no bureau e enfrentar tiroteios.

Não é bem o caso desse filme, onde brilha a bela Wynona Rider: nenhum  tiro, poucos palavrões. O único morto levou merecidos golpes de remo - que não foram filmados. Nosso espião inglês não lembra muito o James Bond; Johnny deixou seu carro em Cambridge, é magrelo, tem mais de sessenta anos e mede cada frase que pronuncia. A elegância britânica segue métodos e usa roupa escura. E que livro ele lê na ilha, onde tentava curtir sua aposentadoria? Farewell to arms, de Hemmingway. Muito sutil.

De Joãozinho a Michelzinho. O sossego da ilha vai ser quebrado por um evento voltado a magnatas e investidores. Gladstone, uma empresa que constrói presídios privatizados – onde a tortura é parte do pacote – teria a participação do Primeiro Ministro da Inglaterra. O investidor inglês Stirling joga tênis com o Ministro e dirige também uma entidade de caridade, cuja fachada leva o sugestivo mote de “A ponte – construindo o futuro” (The Bridge – building the future).

Quem quiser e apreciar o gênero, confira. O filme Turks and Caicos foi produzido para a BBC pelo escritor David Hare. A cena em que aparece o panfleto do evento para investidores, com a logomarca, está 14 minutos e 25 segundos após o início do filme.

A marchinha de "A ponte do rio Kwai" já encheu as medidas,
em ritmo de hino dos escoteiros
 
 
Ora, para quem gosta de uma boa teoria da conspiração, foi assim: a sogra do impostor, esse do mandato-tampinha, botou Michelzinho para dormir. A beldade recatada e do lar (ou do dólar?) estourou pipoca e a família veio ver um filme. Cairam nesse, talvez por causa do apelo do mar azul do Caribe. E dali surgiu a dica: “Este título é bom para meu plano. Pegá-lo-ei.”

Miguelito não está com essa bola toda:
a cada semana cai um golpista de seu reduzido ministério WASP
 
 
Tudo bem. Para os demais, que não querem ver ligações perigosas nessa armação diabólica, que faz o Brasil regredir e sofrer, fica a alternativa: foi apenas uma coincidencia. Cá entre nós, I’d rather doubt it. Ou, como disse inesperadamente o grosseiro espião norte-americano, vivido por Christopher Walken: “Don’t insult my inteligence!”
 

"Se lembra do futuro que a gente combinou?...
Hoje só dá erva daninha no chão que ele pisou"

(Chico e Miúcha, em passado recente)
 

 

 

 

quinta-feira, 2 de junho de 2016


Edição corporativa:
 
pra   encher a bola da  filosofia

 
Ou "puxar a brasa", para quem não aprecia
metáforas do futebol

O ilustre prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (do Partido dos Trabalhadores), é mestre em filosofia, pela USP, aliás... Haddad holds a master's degree in economics and a doctorate in philosophy from the University of São Paulo (conforme texto na Wikipedia).

 


O aguerrido militante Guilherme Boulos,  membro da coordenação nacional do MTST(Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e da Frente de Resistência Urbana, é Formado em filosofia pela USP  e escreve na Folha de São Paulo às quintas-feiras. Hoje, aliás, criticou a violência da polícia paulista em duas ocupações recentes e comentou uma vitória do movimento: o novo ministro-impostor vai manter contratos para construir 12 mil casas populares, conforme planejamento da Presidenta eleita Dilma (vítima de um golpe).  

 


O diretor do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi é formado em filosofia pela FFLCH–USP. Pode não parecer uma boa hora lembrar o nome do CEO, já que é citado na lista interminável de suspeitos e dedurados. Se isso ajuda, outros executivos de outros bancos também se enrolam, exceto, por enquanto os do Itaú, que emplacaram a direção do Banco Central: a raposa no galinheiro? Esopo que o diga.

 


E quem quiser encontrar outros filósofos em evidência, consulte a inevitável wikipedia.

 

Aliás, um longo e sonoro aliás: um dos dois fundadores dessa enciclopedia virtual é, sim, um filósofo! O outro é Jimmy Wales. O filósofo é Larry Sanger. Podem conferir essa história na revista Humboldt, do Instituto Goethe, numero 94. O artigo “O universo anárquico da wikipedia”, de Kerstin Kohlenberg, compara essa iniciativa-monstro a outra obra exagerada, o dicionário Brockhaus. O artigo saiu também no jornal Die Zeit, em edição mais longa. (Confiram em www.goethe.de/humboldt)

Kerstin conta que Larry aprendeu com Ayn Rand a defender uma concepção contextualista da verdade. Ok, tudo bem, mas se esse Larry tivesse sido meu aluno teria sido orientado a ler outros autores, em vez de ou além dessa estranha militante ultra-liberal. Tarski, Habermas, Rorty também ajudariam na discussão e na busca de conceitos não representacionistas, etc. etc.

Mas, reafirmamos aqui: o objetivo deste post é fortalecer o bom e velho corporativismo e ganhar adeptos para a filosofia, geralmente associada aos caras que não gostam de dinheiro, nem de sucesso, nem de tecnologia. Conversa... (sem murrinho na mesa).

 
A propósito, esta é a imagem para sardinha (herring)
na página da Wikipedia