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segunda-feira, 7 de maio de 2012

NOSSA VITÓRIA NA FRANÇA

EDIÇÃO MAGRINHA DA SEGUNDA
(pois a folhinha é preta e preciso continuar o trabalho, com livros)


(Foto original na UOL, Folha de graça, dia 7/5/12)
Viva Hollande e o socialismo (à francesa)! Este blog comemora a vitória do socialista Hollande e mais ainda a derrota de Sarkozy. Parece-nos que cada democracia tem sua recaída teen: Clinton, Collor, Berlusconi, Sarkozy, Putin (well, o russo não é exatamente um democrata). Chega de playboys no poder! Em França, vamos da socialaite para o socialismo light, mas já é um avanço.

Hollande sabe tratar os estrangeiros. Um de seus pontos no programa: estrangeiros com pelo menos cinco anos no país francês poderão votar pra presidente. Bem pensado. E Hollande poderá ganhar o voto dos estrangeiros... O que fez Sarkozy, com a ajuda da grande imprensa? Ofendeu os cidadãos oriundos de outros países. Tentaram amolar mais ainda os árabes, no episódio do adolescente que armou uns tiroteios isolados, há dois meses. Não era um atentado de rede terrorista. Mas a imprensa sempre se referiu ao rapaz, morto no desfecho do caso, como cidadão francês... de origem árabe. Ora! Então, devia a mesma imprensa referir-se sempre a Sarkozy como um francês oportunista de origem húngara. E em breve, ex-presidente, etc. Merci, mon Dieu. E sem "au revoir", pois vai tarde.

Muitos episódios - grandes e pequenos - contribuíram para a derrota de Sarkozy. Antes das eleições, pegou mal quando ele saiu de um restaurante caríssimo para apertar as mãos dos eleitores, isolados por cercas. Depois de cumprimentar algumas pessoas, lembrou-se do relógio de cem mil U$D. Tirou a jóia, guardou no bolso e voltou aos apertos. Nisso, chamou de ladrão seu eleitor. Pronto! Agora levou a pior: tomaram o seu troninho de empresário mandão.

Essa parceria Sarkozy-Merkel, fazendo água, vai agora retornar à barreira histórica da antipatia mútua: alemães e franceses não se bicam. E a fronteira da Alsácia vai e vem conforme as brigas históricas. Pois isso me lembra episódio que vi de perto em 1993 ou 94, quando morei na Alemanha. De repente, edição extra suspendeu a programação de rádio e TV. Um maluco - um Amokläufer - havia baleado meia dúzia em um tribunal qualquer. Apavorada, a imprensa queria detalhes. Na terceira inserção do boletim policial, já tinham uma resposta importante: "O atirador não é estrangeiro!" Que gracinha, não? Sempre supõem que nós, estrangeiros lá, sejamos os culpados de qualquer encrenca... (Não me chamem para debater racismo, mas posso contar essa e outras histórias bem sintomáticas.)

Lições da Guilhotina: é bom lembrar que os franceses inventaram a palavra terror - ou deram a ela um sentido político. Logo depois da vitória da Revolução Francesa, as cabeças rolaram. Encheram os balaios. Duzentos e vinte anos depois, em tempos de eleições populares, temos essa boa solução... de continuidade: o presidente eleito, Hollande, toma posse semana que vem. É uma idéia genial, para que o "mandatário" derrotado não fique esquentando a cadeira e nem armando a contaminação da equipe que vem vindo.

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E isso aqui já estava pronto:



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... e isso também estava na gaveta, chefia:



Este blog já manifestou sua devoção a São Spike Lee,
cujo lema é "FAÇA A COISA CERTA"


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ESPORTES

Todo jornal de segunda (ops!) tem que trazer um pouco de futebol.
E "como não podia deixar de ser" (sic e cpf), este blog também entra na ola e no olé.
Parabéns ao time do Prata, que está na liderança do campeonato regional,
do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

"Povo do Pra-tááá..."





sábado, 5 de maio de 2012

Em nome de Selva, de Rios e de Terra,

VETA, DILMA!

E pedimos isso em nome de Selva, de Rios e de Terra.
Parabéns à Camila Pitanga, que quebrou o protocolo enquanto Lula colava grau. No Rio, ontem. Pitanga, com nome de árvore frutífera do mato brasileiro. Luís Inácio da Silva, que é Selva. Ele merece todos os títulos de Doutor, pois honra a causa da educação no Brasil. Ninguém fez o que ele fez, para expandir a oferta de vagas no país. Parabéns, Dr. Lula!
E agora, a Presidenta Dilma, que continua a correta política na educação, deveria assumir mais esse belo e oportuno gesto: vetar o Código Florestal. Está em suas mãos, Presidenta, essa atitude de responsabilidade com o mundo e com as gerações futuras.

Parabéns também à revista Isto é, com o “Veta, Dilma” na capa e na matéria central. A cidade deve, sim, se manifestar, pois o interesse é de todos: salvar as florestas, mangues, cerrados, praias, o ar que respiramos.
A população precisa se manifestar sobre o Código Florestal. Não podemos nos sentir acuados por parte da mídia e nem pelos negociantes, que criam uma falsa simplificação maniqueísta: ou você é um “produtor de riquezas para o país” ou é um “ambientalista urbanóide e xiita”. No entremeio, cabem os milhões de cidadãos comuns, que se alimentam, respiram e admiram as belezas naturais.

Este filósofo do cerrado, por exemplo: não é um “especialista” e nem um inimigo dos negócios da agricultura. Pelo contrário: filho de agricultor, pai de engenheiro agrônomo – e com alguma experiência em fazenda e na feira. Mas também um crítico do êxodo rural provocado pela agricultura de exportação, um crítico do desmatamento, que transformou em carvão o cerrado do Triângulo Mineiro, onde passou a infância.
E nossa preocupação com o meio ambiente não começou ontem. E muito mais antiga é nossa capacidade de admirar árvores, riachos e passarinhos.


Permitam-me um exemplo de casa, pois creio que ilustra bem a seriedade de nosso empenho nessa campanha que agora se identifica com o pedido do “Veta, Dilma!”
Em 1980, um colega de república dizia que não queria botar filhos no mundo, pois o mundo era ruim e cruel, sem futuro. Eu achava que eu poderia ser pai e também lutar para que o mundo melhorasse – que não piorasse. A mãe dos meninos e eu escolhemos nomes muito especiais que prestigiavam o sangue indígena do avô materno. O segundo nome traz os elementos da natureza. E os três irmãos são muito ligados entre si e se orgulham de seus nomes.
Em 1992, as três crianças estudavam em Porto Alegre e gostavam de passear em parques.

Terra, Selva, Rios
Em 2001, os adolescentes começavam a fazer curso superior e participar de movimentos estudantis – e curtiam acampar na praia e no cerrado mineiro.

Maíra Selva, Itamar Rios, Raoni Terra
Em 2012, formados pela Universidade Pública Brasileira (UFU), estão conscientes do desenvolvimento que o Brasil atingiu. E sabem que não podemos destruir nem as florestas e nem as vidas que estão lá, inclusive os povos da floresta com suas culturas.
Advogada, Arquiteto, Engenheiro Agrônomo
(que também vão tornar esse mundo melhor e conservar o que há de bom nele)
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A propósito, aquele colega de república também se tornou pai de família. E, na verdade, ele teve quatro filhos. E entrou na batalha para melhorar o mundo. E também deve estar apoiando a preservação do cerrado de seu Goiás – e o mato do Brasil inteiro.

Dilma, veta esse código florestal dos caloteiros! E proteja nossa florestas, nossos rios, nossa vida.
Faça isso pelo planeta, pelo país e... por seu neto também.
Eu prometi que ia lutar por um mundo melhor – para os filhos e netos, os meus e dos outros. E isso nós podemos fazer por nós e também pelos que virão um dia e merecem um lugar bonito no mundo. E devemos preservar um mundo bonito e agradável também para os filhos e netos dos desmatadores e poluidores, pois as novas gerações terão mais juízo e mais respeito.