domingo, 29 de abril de 2012

ARIANO, 56, QUE ODEIA O LEÃO

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FORMULÁRIO SIMPLIFICADO – RECEITA de PROTESTO FEDERAL
Ano:    2012  CPF:  ...............      Faixa de renda: .............................. Grau de satisfação:.........

COMO DECLARAR? (Não seja tímido, contribuinte...)
Marque os campos abaixo
1.       Que fique claro:


A
Leão, eu te amo

B
Leão, eu te admiro muito

C
Leão, meu prezado cobrador

D
Leão, eu não sei se isso é medo ou respeito
V
E
LEÃO, EU TE ODEIO!


2. Salário, o que é isso?


A
Salário é renda e já vem mordido todo mês

B
Salário é renda e não vem mordido todo mês

C
Salário não é renda e não vem mordido mês
V
D
SALÁRIO NÃO É RENDA E NÃO VENHA MORDER O MEU

E
Salário bom é de quem trata do Leão às custas do trabalhador


3.       Onde o Leão devia morder:


A
Grandes fortunas

B
Heranças

C
Lucros de estrangeiros

D
Mordomias de deputados, senadores, ministros
V
E
Todos os valores acima, MAS NÃO O NOSSO SALÁRIO!


Um contribuinte revoltado com o Estado capitalista, mas abençoado por Deus

Você é o tipo de cara que tem de matar um leão por dia? Conversa. Nem Sansão fez isso; foi uma vez só. E, no fim da história, derrubou o palácio dos filisteus.
Esse aí não morde nem salário mínimo. Deixa ele em paz e o mato em pé.


E não pague mico, pois hoje em dia, matar bicho é só metáfora. Claro: tenha cuidado com o pente fino, mas lembre-se de que você se acostumou com o pente grosso todo mês. Mas não devia. E enquanto isso, olha a juba do felino! Quem cuida dela?
O mano Caetano, que não liga pra blogs,
gostava muito de te ver, leãozinho,
mas eu não, gavião: hau ab! passa! go away!

Houve uma época em que o matte leão avisava: já vem queimado. Ora, o leão da receita embolsa até quase um terço de seu suado salário e isso não torra sua paciência política?
De repente o Leão podia tomar isso e mais isso:
e sumir para as ilhas Cayman ou num parque da Namíbia

(imagem catada na net, do tipo difícil de citar autor)

E não se esqueça: vamos trabalhar até 13 de maio ou mais para o Leão e outros cobradores de impostos. E é por essas e outras que o assalariado aprende a pensar no rodapé do contra-cheque. Melhor pensar no líquido. Mas, de novo: cuidado com a lei seca, pois com duas doses a multa pode ser maior que o valor de seu chevette.  
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*****coluna social ******
Este blog tem a grata satisfação de atualizar a tabela criada pelo autor deste blog.
29 NOVALIS – Georg Philipp Friedrich von Hardenberg (1772 - 1801)
38 LURIA, Isaac  (1534 - 1572)
40 LASK, Emil [1875-1915]
42 KIERKEGAARD, Søren Aabye - (1813 —1855)
46 BAUDELAIRE, Charles. [1821- 1867]
48 BENJAMIN, Walter [1892-1940)
49 AUSTIN - (Lancaster, 1911 - Oxford,  1960)
52 FICHTE, Johann Gottlieb [1762-1814]
53 MERLEAU-PONTY, MAURICE (1908 - 1961)
54 DESCARTES, René (1596 - 1650)

è 56 FILÓSOFO DO CERRADO (so far so good…)

56 NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm (1844 – 1900)
56 SAUSSURE, Ferdinand de: (1857 - 1913)
56 WEBER, Max [1864-1920]
56 ALIGHIERI, Dante
(...) and counting
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Isso significa que o Filósofo do Cerrado, 56, ultrapassou em longevidade alguns filósofos menos afortunados. E agora é malungo desse bem conhecido quarteto - chegou aonde chegaram: 56 anos. Daí em diante, o resto é lucro e bondade da Providência. Obrigado, aleluia, aleluia!

VINHO TANNAT COMBINA
COM MEU SIGNO, FILHOTE!

Valeu, Índio!
(E agora eu tenho vinte + 36...)

 
Nietzsche, Weber, Saussure, Dante e nóis na fita.



 Und dazu?


As manas e as quitandas, de agrado.

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VISITEM EXPOSIÇÃO DO ARTISTA BRUNO EDGAR
neste espaço
todo dia


Bruno Edgar
--- Objeto voador ---
(presente para o titio)

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

HISTÓRIA DA FILOSOFIA - cap. 996

HISTÓRIA DA FILOSOFIA UNIVERSAL
ou seja, daquela que conheço bem:
a minha filosofia, vertida em celulose, nos textos
realmente existentes em papel timbrado


...Capítulo 996...
 Estética em Apel, ou seja, cabelo em ovo.
Transformaçao da filosofia
em tempos de CSI


Em 1998, o programa de Pós-graduação em Filosofia da UFMG ofereceu uma disciplina. Aceitei. Um trabalho escolar faria o manjado caminho de virar artigo, depois de alguns percalços. O Prof. Rodrigo Duarte lançou uma pergunta inesperada: haveria algum elemento estético na obra de Karl-Otto Apel? Ninguém ia responder assim no flagrante do primeiro dia de aula. E minha resposta tendia para: “não, de jeito nenhum”. Mas sempre tem aquele ritual acadêmico e o processo todo. O livro A transformação da filosofia, eu juro pelo leite que mamei em mãe-inha, é um típico parto de montanha. E aquela tese do Prof. Duarte ia nos obrigar a tirar leite de pedra. Alemão, com aquela conversa especulativa pesada, o Sr. Apel levou uma data para mudar de paradigma e mais tempo ainda para se justificar diante da comunidade filosófica, mesmo que ele trabalhasse lá em Kiel, mais ou menos onde o Judas perdeu as botas, a caminho da Escandinávia.

Mania germânica dupla, portanto, com mais essa de justificar-se. Um pragmático do tipo Richard Rorty dispensaria tanta cerimônia, para dizer que a filosofia, que não transformou o mundo, no século XX resolveu transformar-se a si mesma: o linguistic turn.

Mirando o próprio umbigo: uma guinada para a linguagem, um giro, um cavalo de pau, com alto risco: metalinguagem ou redundância e, sempre a irrelevância, seja da análise como antes das repetidas interpretações do mundo. Ou seja, a undécima tese, revisitada no asilo dos esquecidos:

“Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.  dar uma guinada para a linguagem.”
(Karl Marx, depois da revisão dos 100.000 km na oficina do Sr. Karl-Otto Apel)

Apel


Cena 1. Depois das férias, o colega Rafael me diz que viu as notas da minha turma no quadro de avisos. É? Me disse que eu tinha tirado 100 e achei normal. Não, ele disse: ninguém mais tirou tal nota com o professor RD. Aí me senti animado a mexer no trabalho escolar e enviá-lo para publicação. Na verdade, eu já havia lido aquele texto antes, em Porto Alegre, em algum curso com Ernildo Stein. Mas agora tivéramos uma pergunta e um estímulo novo: estética em Apel?

Cena 2. A revista Educação e Filosofia recebeu o parecer sobre os originais que eu enviara: artigo recusado. Sucede que eu mesmo era do conselho editorial e segui os trâmites de sigilo e tudo, mas por conta mesmo da tramitação li os argumentos. E não deixei que buscassem um segundo parecerista. Acatei e pronto. E me lembro de uma alegação meio estranha, no parecer, de alguém impaciente com a aversão anti-intelectualista (ou anti-especulativa), que caracterizaria nossa periférica academia brasileira, etc. No regrets. Eu ainda teria certamente diversas oportunidades de trabalhar em outros eventos com esse parecerista sigiloso, um velho chapa, aliás.
 
Cena 3. Em 2001, a convite do aposentado Prof. Valério Rohden, fui com ele conhecer a ULBRA, em Canoas, onde dava umas aulinhas pra agroboys que nem imaginavam quem era o nobre kantiano. Fui apresentado ao editor da revista Teófilos, que se ofereceu para publicar algo, caso eu tivesse na gaveta. Tinha. E lá se foi o trabalho escolar que queria virar artigo, em segunda navegação, no muque.
 
Cena 4. Em 2006, estive na ULBRA de Itumbiara, Goiás, para dar uma palestra em evento da Psicologia. Na hora do cafezinho, vi uma estante com revistas, números diversos da revista Teófilos e... lá estava meu artigo publicado, desde 2002:  “Linguagem e estética em Apel”, v. 2, p. 5-18, 2002. (Não consegui achar na net, pra ler de graça, neste 2012).
 
Cena 5: Finalmente, meu exemplar em minha estante, ao lado de outros artigos publicados. E a impressão de que não iria mais ler Apel, nem à cata de elementos estéticos. Eu suspeito que seu próprio compadre Habermas acha difícil ler Apel. Aquela ética do discurso não progrediu muito. Quem quiser que escolha entre o transcendental e o pragmático universal. Eu já disse que fico com o contrafatual. Falar nisso, Rorty diria sobre Apel o que disse com força e com vontade sobre livro de Tugendhat, de mesma natureza, prestação de contas: extenso, difícil e equivocado - ou perda de tempo, no mínimo. Rorty tem razão quanto à prestação de contas de Ernest depois de sua guinada lingüística. Mas não quanto aos textos de ética e a figura mesma do conferencista e bon-vivant Tugendhat, o virtuoso.
 
Só isso? Não, caros leitores. Este capítulo é curto, mas contém ainda uma lição grátis para alunos e wanabes: não se chateiem, se seu artigo for recusado por uma dada revista (ou mesmo por uma revista qualquer, o que não foi nosso caso); apenas retire o manuscrito, com o olhar grave e pouca prosa, e envie o fruto de seu esforço a outra revista e mais outra. E escreva coisas novas e bacanas para publicar, sabe-se lá onde, enquanto espera a publicação daquele primeiro material.

Acontece nas melhores famílias e academias de qualquer calado. E me lembro de um certo Osvaldo de tal, que teve artigo recusado em nossa Educação e Filosofia. Meses depois, o mesmo artigo saiu de fininho nas páginas da revista Reflexão, da PUC de Campinas, que era então mais cotada que a nossa. Hoje não sei como anda o ranking dela em tempos manicados com qualis isso e qualis aquilo.

 


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Conceptos Fundamentales de Filosofía

Esta foto foi autorizada pela justiça e colorizada pelo paintbrush para exibição
longe do horário das refeições, pois pode causar nojo.

Para uma grande crise, de roubalheira que se alastra pelo planalto, um curto editorial. O Demóstenes original, dizem, enchia a boca de pedrinhas e ia discursar diante do mar grego, que bramia. O jovem orador era gago e tinha que superar o ruído das ondas. Espumava a boca e insistia no exercício, pois queria atingir a eficiência de Calistrato, que tanto admirava. Demóstenes, o grande orador grego. Ex-gaguinho e vítima de bullying. E eis a decadência, que desonra seu nome: o político goiano, Demóstenes, do partido dos Democratas... Enche a boca de moedas e vai falar de negócios espúrios diante do ruidoso Cachoeira. E o resto  é o efeito-cascata da ciranda de corrupção. Todos para a Papuda! Tenhamos dito. Mas, em tempo: como foi que o demo-povo recaiu no demo-capeta, no demo-niquel? Aliás, de longa data, na gíria servente dos orêia, "cascalho" é um sinônimo para grana, bufunfa, carvão - o limpo e curto ordenado. Mas dinheiro sujo, não: é graxa, Schmiergeld, besunto do cão, cocô do capeta, molhando a mão dos safados de gravata.

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CONCEPTOS FUNDAMENTALES DE FILOSOFÍA

Liberdade e Justiça

Depois do grande sucesso neste blog, que delirou sobre os conceitos de democracia e república, vai aqui uma anedota sucedida em alguma BR de Santa Catarina. O filósofo tinha sido convidado a escrever dois  verbetes para a enciclopédia: liberdade, justiça. O prazo já estava esgotando: deadline. O editor da Unisinos no pé dele, cobrando, torpedo, um inferno. Resolveu dar uma banda, rever a colônia e pensar a 110 km por hora, entre um pedágio e outro. Fome, hora de almoço e nada de idéias. De repente, um verbete só, um contraponto.
Parou em um restaurante de beira de estrada, cheio de carretas da Sadia e com acessórios da Bepo. Tem balança? Não, responde o garçon, aqui é buffet livre! Tu pode comer à vontade, daí. Nosso filósofo barriga-verde responde exaltado, cara vermelha de galego: Mas como? Isso não é justo! Eu como pouco e não compensa pra mim! Eu exijo uma balança, para pagar exatamente os 500 gramas que costumo comer!

Minutos de silêncio. O filósofo sorri, pede uma brahma e um sanduba qualquer, uma coxinha. E ainda brinca com o garçon, que não entendeu nada. Tu me ajudou barbaridade, guri!

No caminho de volta, já tinha pronta a estrutura do verbete em que explicaria as origens culturais da liberdade e sua conexão moral, com a vontade: comer à vontade é um exercício de liberdade. Claro que haveria alguma restrição, do tipo: só até encerrar o horário do almoço. Mas, a justiça... tem tudo a ver com a balança: paga o quanto vai comer, nem mais, nem menos, sem desperdício. Quem come muito paga mais. Os delicados são recompensados pela frugalidade.

Talvez os editores não aceitassem o texto, mas a argumentação era muito boa. Tão boa que poderia até desistir de participar do dicionário. Já tinha um Lattes loco de bueno. Deixava para juristas. E usaria a anedota para uma boa aula, uma palestra na ANPOF ou uma prosa no bar da PUC.

Por fim, já na estrada, torcendo para não topar com nenhum bafômetro, lembrou-se do tempo em que residira no Brasil Central. Lá, esses restaurantes não são do tipo buffet livre; chamam "self-service". E aí, como dizem os professores de MBA, o foco era outro: cada um faz seu prato. Maneiras elegantes de dizer PF. Um prato feito para mais páginas. Todavia, não era hora de confundir o plano e nem de descambar para o assunto da "autonomia" e da economia de mão de obra.

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A VOLTA DE GODOFREDO BISCOITO

COM SEU INCRÍVEL PLANO

O MELHOR DOS MUNDOS


Yes, you once, two times a lady
A análise de conjuntura pauta-se pelo enfado: até quando teremos mecânicos fanáticos pelo motor dois tempos? Essas lambretas barulhentas que soltam fumaça, aquele pneuzinho de estepe metido à besta.

Eu não posso mais ficar aqui meio off-road...

E até quanto teremos shows de cantores da jovem guarda? Os reis do ye-ye-ye já estão com mais de setenta anos e alguns nem conseguem cantar de cor um parabéns pra você! E é claro que a mini-saia já não fica bem nela há algumas décadas. Fala sério.

Godofredo Bolacha, o queridinho de Hannover!
O bisavô do bisavô do Skorpions!
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Seção Trinta Moedas inglórias

Entre na campanha a favor de uma quaresma menos teatral!

Não precisamos reviver a paixão de Cristo à moda de Mel Gibson!

Não vamos transformar Judas em um mártir,
pois seu destino não é roubar a cena.
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quinta-feira, 12 de abril de 2012

FILHO DE PEIXE É ALEVINO


É só uma charge, em cima do lance. Esse Ministério da Pesca é um absurdo.
Cada novo ministro confessa que não sabe nem dar banho na minhoca, quando na verdade estão ali para... caçar votos.

Enquanto isso, toneladas de peixe apodrecem nos mercados de Manaus, Belém e outros rincões.

E nós aqui, pescadores de lobó, com alguma consciência, tiramos carteira do Ibama e respeitamos a piracema.

Há duas boas idéias a respeito:
a) Noé para ministro da pesca (a campanha poderá ser retomada, com a aquiescência do patriarca)

b) Acabar com o Ministério da Pesca e redistribuir suas esperadas funções em três ou mais pastas:
- Pesca profissional e criação de bichos d'àgua: junto à agricultura familiar e abastecimento;
- Pesca amadora: esportes e turismo;
- Preservação e controle: de volta para Ibama e/ou Meio Ambiente;
- Clientelismo e fisiologismo: tribunais eleitorais e controladorias em geral. 

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"Tá nervoso? Vai criar um ministério!"

Que pescar! Que nada?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CASTROMÓVEL E OTIMISMO PASCOAL


PAPA BENTO XVI VISITA O POVO DE CUBA (março de 2012)

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SOLUÇÕES FILOSÓFICAS


Ainda em tempo de quaresma, vale lembrar que alguns filósofos vendem mal seu peixe. Dizem que na filosofia as perguntas são mais importantes que as respostas. A editora Brasiliense, desde os anos 80, acreditou nisso e lançou a bem sucedida coleção "Primeiros Passos". Cada título pergunta: o que é isso? O que é aquilo? Tipo, o que é teoria? O que é ética? Na França, obra similar se chamava "Que sei eu?" O primeiro a fazer essa pergunta, em tom malcriado, foi Caim, quando o Criador pergunta pelo irmão Abel.

Um dia, tomando chuva no ponto de ônibus, pensei: se o prezado colega Valls comprou um carro com as quinze primeiras edições de seu livro, porque não eu? E quase enviei uma proposta para a editora fundada pelo Monteiro Lobato: eu poderia escrever o volume "O que é pergunta?"

Crianças não acham graça nessa mania de perguntar por perguntar. Não vêem sentido nisso. E também detestam quando nos perguntam e nós não prestamos atenção: "Paiê, aquilo é o coração do porco? É o coração do porco?" (Resposta só veio vinte anos depois, graças a um VHS caseiro).

Pra variar, gostaria de mostrar que filósofo também apresenta respostas, soluções. E aqui me apóio  no grande filósofo brasileiro Leônidas Hegenberg: duas confirmações isoladas da mesma teoria, embora os dois autores tivessem algum contato profissional. De fato, em 1990, em evento dos positivistas de Curitiba, ele me disse que Habermas estava certo quanto a suas expectativas de validade - e para isso trouxe um argumento tipicamente positivista. Ou seria apenas "anti-refutacionista"? Ça vas! Deixa pra lá.

Vamos aos fatos brutos: um dia, mês passado, fui atender um aluno da filosofia. Ele levou seu notebook e... quando abriu o dito computer portátil, notei que usava um dispositivo semelhante ao que eu acabara de instalar em meu laptop. Cansado de brigar com o touch pad, aquele mouse de esfregar dedo, resolvi cobri-lo com um pedaço de isopor de bandeja de salame fatiado. Agora vejo que umas 6 ou 7 folhas de post it também conseguem isolar o calor dos dedos.

Não vamos registrar patente, pois somos os típicos filósofos que desprezam as fortunas fáceis. E também não me venham com aquele papo de que é possível desligar a tal placa de esfregar dedo. Não existe um botão pra isso. E as instruções se perdem na máquina e nas listas de discussão. Um saco. Colar um chumaço isolante foi mais rápido. Bonito não ficou. Mas beleza não vem ao caso. E o importante é nós afastarmos da mera perguntação sem fim.



E SE ACABAREM COM O MOUSE, DO JEITO QUE FIZERAM COM O MIMEÓGRAFO,
EIS A AMEAÇA: "EU VOU VOLTAR PRO QUEROSENE!"


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SEÇÃO GERAÇÃO VELHA INOVA

LANÇAMENTO OFICIAL DE

GODOFREDO BISCOITO, O OTIMISTA


(Pequena homenagem ao grande Millôr Fernandes, que não achava este o melhor dos mundos - e agora passou desta para a melhor, whatever it means for a genius like him)